17.08.2008

São Paulo ganha quase 900 caminhões por mês.

Quem quiser sentir os benefícios da restrição ao transporte de cargas no trânsito de São Paulo tem que correr - a cada dia serão menos perceptíveis. Enquanto transportadores, motoristas e moradores discutiam nas últimas semanas as vantagens e as desvantagens de limitar as entregas na região central das 5h às 21h, bandeira do prefeito Gilberto Kassab (DEM), a capital paulista ganhava 29 caminhões por dia. A cada mês, quase 900, o suficiente para lotar duas faixas de tráfego em toda a extensão de uma avenida como a Paulista. O ritmo de crescimento dessa frota pesada está acelerado - e não há expectativa que seja inibido no curto prazo.

O crescimento acelerado da frota de caminhões na cidade de São Paulo, que já supera 163 mil, acendeu um novo sinal amarelo nas perspectivas futuras dos engarrafamentos. "O benefício se esvai pelo tempo. Se ficar só nessa restrição, daqui a pouco não valerá de nada", diz Jaime Waisman, engenheiro e professor da USP. Assim como Waisman, outros técnicos avaliam que a maior parte da explosão da frota dos veículos pesados está ligada à economia, mas admitem a influência do "efeito rodízio" ou da restrição de São Paulo.

O especialista Horácio Augusto Figueira avalia que, diante do crescimento da frota (não só de caminhões), em novembro a capital já terá de volta seu patamar de engarrafamento pré-restrição às cargas. "Construir viaduto, tirar caminhão, isso tudo é coisa que dura alguns meses e não resolve nada", avalia Figueira.

"As empresas estão renovando a frota e preferindo tecnologias mais modernas para baixar os custos operacionais, já que a manutenção é mais barata para caminhões novos", declara.


19.08.2008

Projeto da Prefeitura de SP prevê pedágio urbano

A Prefeitura de São Paulo enviou um projeto de lei à Câmara Municipal que prevê a adoção do pedágio urbano na cidade. A proposta, lida em plenário, faz parte da Política Municipal de Mudança Climática. A cobrança de taxas em vias congestionadas é justificada no texto como uma das estratégias para reduzir em 30% a emissão de poluentes na capital até 2012.

O projeto ainda atinge dezenas de áreas, reafirmando a restrição aos caminhões, criando bolsões para ônibus fretados, apostando em trólebus e no transporte coletivo. Entre outras polêmicas, estão no texto a restrição a veículos no centro e a ampliação do rodízio por problemas ambientais. Já no item ambiente, há obrigatoriedade de coleta seletiva em grandes conjuntos, como shoppings, e ampliação de ecopontos e de inspeção veicular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.